Pequenas descobertas. Infinitas possibilidades.
Hoopaindica✳︎
Canal Dicas Pais e FilhosInstagram Hoopa
JORNAL HOOPA · VIDA EM FAMÍLIA

Como ajudar a criança a entrar na brincadeira na pracinha

Veja como ajudar a criança a entrar numa brincadeira na pracinha, com frases simples para pedir a vez, acolher um não e começar outro jogo.

Adulto conversa com uma criança enquanto outras duas brincam com uma bola em uma praça arborizada. Imagem ilustrativa.
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial. Pessoas e cena fictícias.

Na pracinha, duas crianças passam uma bola de um lado para o outro. A sua se aproxima, fica olhando e volta para perto de você. Ela pode estar descobrindo como a brincadeira funciona ou pode só querer assistir. Antes de chamar o grupo, fale baixinho com ela. “Quer olhar mais um pouco ou quer que eu vá com você?”

Se ela quiser participar, ajude a encontrar uma coisa pequena que possa fazer, como esperar a bola voltar, perguntar pela próxima rodada ou oferecer uma ideia para o faz de conta. Na próxima visita, talvez precise de uma ajuda diferente. Deixe a criança escolher até onde ir naquele dia.

Primeiro, descubram o que o grupo está fazendo

Fiquem num canto de onde dê para ver sem ficar no caminho. Descreva uma coisa que está acontecendo. Você pode dizer “A bola vai e volta entre eles” ou “Cada pessoa pula uma vez”. Quando a brincadeira estiver mais clara, pergunte se a criança ainda quer entrar. Se preferir só olhar, fiquem ali um pouco ou sigam para outra parte da praça.

Em observações de brincadeiras guiadas em pré-escolas, Asta Cekaite e Maria Simonsson analisaram como as perguntas dos adultos podem abrir espaço para as ideias das crianças. Na pracinha, ofereça escolhas numa pergunta simples. “Você quer brincar, ver de perto ou ir para o balanço?” Leia a pesquisa original.

Escolham uma frase que combine com a brincadeira

Espere uma pausa. Numa roda com bola, pode ser “Posso rolar a bola na próxima?”. Se a turma está jogando amarelinha, “Depois de quem eu posso ir?”. Num faz de conta, um papel pequeno pode abrir a conversa. “Querem que eu leve uma encomenda para a loja?” Ofereça uma frase de cada vez e dê tempo para a criança responder do jeito dela.

Se ela quiser ajuda para falar, vá junto e pergunte ao grupo se cabe mais uma pessoa na próxima rodada. Um aceno, apontar para o jogo ou usar um gesto que vocês já combinam também pode ser uma forma de mostrar interesse. Espere a resposta do grupo antes de entrar na roda ou pegar um brinquedo.

Ajude só no primeiro passo

Se o grupo topar, ajude a entender o que vem primeiro. “Ela passou para você. Para quem a bola vai agora?” pode bastar. Quando as crianças começarem a se entender, recue um pouco e continue por perto. Se sua criança voltar, pergunte se quer tentar mais uma vez com você ou se prefere mudar de atividade.

O pedido pode ser ensaiado em casa, durante um jogo curto de turnos. Uma hora você pede a vez, outra hora a criança convida você. A proposta de praticar em situações concretas vem do trabalho de Lise Fox e Rochelle Lentini com educadores da primeira infância. Veja as estratégias das autoras.

Se a resposta for não, ofereça uma pausa

Uma rodada pode estar acabando. Se o grupo disser “depois”, dá para perguntar uma vez quando começa a próxima. Se a resposta continuar sendo não, acolha a decepção. Você pode dizer “Você queria brincar. Quer ficar aqui comigo um pouco?”. Se houver zombaria ou empurrões, ajude a criança a se afastar e acompanhe o que ela precisa naquele momento.

Um banco para sentar, um gole de água da garrafa que vocês já usam ou um passeio até outro canto podem dar tempo para escolher o que fazer. Algumas crianças vão querer tentar outra vez. Outras vão preferir brincar perto de você ou começar um jogo novo.

Uma brincadeira que pode começar em dupla

Escolham um ponto de partida, como o banco. Uma pessoa aponta alguma coisa que viu na praça. A outra inventa o que aquilo seria numa história. A árvore pode ser a casa de uma coruja. O banco pode virar um barco. Troquem de papel na rodada seguinte. Se outra criança se aproximar e mostrar interesse, convidem para escolher um objeto na próxima rodada.

Para variar a brincadeira, o Jornal tem ideias para inventar histórias sem comprar materiais. Em casa, para os menores que gostam de apontar e imitar, a folha gratuita Sons e gestos do jardim oferece outro jeito de brincar junto.

A Base Nacional Comum Curricular inclui participação e cooperação entre os objetivos da educação infantil. Na praça, isso pode caber num gesto bem pequeno, como esperar a vez, oferecer uma ideia ou deixar um lugar para alguém brincar.

SE FIZER SENTIDO PARA A SUA ROTINA

Opções para conhecer com calma

Publicidade. Podemos receber comissão por compras. As sugestões são opcionais.

Fontes desta matéria

Referências consultadas para as orientações de participação, escolha e turnos. As cenas e frases da pracinha são exemplos originais para famílias.

  1. Cekaite e Simonsson, Guided Play, Child Agency and Learning (2025)
  2. Fox e Lentini, You Got It! Teaching Social and Emotional Skills (2006)
  3. MEC, Base Nacional Comum Curricular, EI03EO03, p. 46
← Voltar ao Jornal

Dicas Pais e Filhos

Ideias de brincadeiras, leitura e rotina no nosso canal do WhatsApp.

Abrir canal
IDEIAS BOAS MERECEM COMPANHIA
Prévia da capa de compartilhamento

Envie esta ideia para alguém

Uma leitura para compartilhar com quem também cuida.

Enviar pelo WhatsApp